DOR E REVOLTA DURANTE ENTERRO DA AGRICULTORA ESFAQUEADA POR MARIDO EM ASSUNÇÃO DO PIAUÍ.

DOR E REVOLTA

 

Sentimento de dor e revolta foi uma expressão só no rosto da multidão que acompanhava o enterro da agricultora Maria Suelane da Silva (28 anos), durante a tarde de quarta-feira (12/11), por volta das 17 horas, no Cemitério Público do Bairro Viana, zona urbana de Assunção do Piauí. Um cortejo seguiu a pé da casa da agricultora até o cemitério, passando o caixão da agricultora mão a mão por populares que formavam uma multidão no silêncio de uma cidade calada pelo medo da insegurança pública.

 

MORTE DA VÍTIMA  

 

Era 2 horas da manhã, quando em sua cama onde dormia, Maria Suelane foi acordada com golpes de faca pelo seu companheiro Francisco Assis de Sousa Filho (35 anos), conhecido como “Chinida”, numa expressão de raiva tão violenta que não dava sequer tempo da vítima se defender ou ficar de pé quando, no momento dos gritos, os filhos acordaram e muito rapidamente sua filha mais velha de 14 anos abriu a porta da cozinha da casa e agarrou o Pai (Chinida) pelas costas, na tentativa de segurá-lo e ao mesmo tempo pedindo sua mãe para fugir do local e foi neste momento, que a vítima já muito abatida, escapa do interior da casa e saiu se arrastando até a casa da vizinha Maria Bezerra da Silva (31 anos) e pedindo socorro e ali caída, sem socorro e agonizando recebeu as últimas facadas do marido.

 

 

VIZINHA, PÂNICO E LIGAÇÃO PARA POLÍCIA

 

Maria Bezerra da Silva (31 anos), ao perceber sua vizinha batendo a sua porta e pedindo socorro, ficou em silêncio e com medo, pois estava acompanhada de duas crianças e, ao mesmo tempo, estava ameaçada também pelo agressor e vendo tudo pela brecha da porta pegou o telefone celular e ligou para o único Policial Militar que havia na cidade (Cabo Ozias/PM), ao todo foram mais de 5 ligações “não atendidas” pelo PM e enquanto via sua amiga e vizinha agonizando continuou a busca de socorro e no mesmo celular ligou para a membro do Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente – CTCA de Assunção do Piauí de nome Joelma que, também, não teve suas ligações atendidas e assistia de perto sua vizinha se despedir da vida, tão jovem e de maneira tão trágica.

 

DAS CRIANÇAS NA CENA DO CRIME E A OMISSÃO DO SERVIÇO SOCIAL DO MUNICÍPIO

 

Dos 5 filhos do casal, sendo 4 mulheres e 1 homem, da menor de 4 anos até a mais velha de 14 anos, todos acordaram e levantaram para assistir, de perto, a mãe sendo violentamente retalhada de faca pelo agressor, que ali deixava em suas vidas o dom de pai e passava a ser um assassino, não perderam um só detalhe da matança e morte daquela senhora, que a partir dali não estariam mais entre eles, segundo a vizinha Maria Bezerra da Silva, a caçula do casal, ainda de roupinha de dormir com os cabelos despenteados e, sem entender o que estava acontecendo, se agachou ao lado de sua mãe e tocou na mão dela como se estivesse ali se despedindo, enquanto sua mãe perdia a vida. Depois de mais de 1 hora no local do crime, lavando o sangue da faca e das mãos o assassino começou a andar deixando a casa e, a filha caçula saiu andando atrás dele chamando: - ...pai...pai vai embora não! E ele revidava mandando ela voltar e não seguir ele. Até a hora do enterro da vítima, na tarde do mesmo dia, as crianças permaneciam no mesmo local do crime vendo tudo se consumar e nada de atendimento social as vítimas por parte do CTCA, nenhuma diligência foi expressivamente tomada e, nem sequer compareceu no local a/o psicólogo ou assistente social do Centro de Referência da Assistência Social – CRAS do município de Assunção do Piauí para apoiar às vítimas da tragédia, com exceção de um simples caixão fornecido pela prefeitura para enterrar o corpo da vítima.

 

 (Casa da família da vítima)

 

DA PRESENÇA DO ESTADO DE DIREITO E O TRATAMENTO DA VÍTIMA

 

Já era 5 horas, quando aquele Policial Militar (Cabo Ozias) veio chegar no local do crime, o corpo de Maria Suelane da Silva estava dentro de um poço de sangue, descoberto e muitos curiosos, inclusive crianças velando o abando por parte das autoridades, segundo informações nos repassada por Maria Bezerra da Silva (Vizinha) da vítima, o PM chamou uma caminhonete Pick-up D-20, que diz ser transportadora de pacientes da saúde do município, encostou o carro no local onde estava o corpo e pediu ajuda aos curiosos para por dentro do carro e, ali pegaram o corpo e jogaram em cima do “lastro” da caminhonete, como se fosse o corpo de um animal abatido, surpresa com o tratamento do corpo de sua vizinha e amiga, Maria Bezerra pediu ao PM para cobrir a vítima com um lençol, mas o PM não aceitou e, levaram o corpo para o Hospital José Furtado de Mendonça em São Miguel do Tapuio para procedimentos legais.

 

DA REVOLTA DA POPULAÇÃO

 

Em todo o município, a fala que sai da boca das pessoas é uma só, “...não temos segurança!”, “...na hora do perigo e da aflição vamos ligar para quem?”. Alguns dizem até, que a vítima tentou fazer um BO na Delegacia de Polícia da cidade e não foi atendida, disseram para ela procurar a Delegacia de Castelo do Piauí e outras conversas da vizinhança. O descontentamento da população é grande diante dos últimos acontecimentos na região e a falta de segurança e de confiança no trabalho da Polícia Militar só aumenta.

 

A nossa redação tentou falar com a Polícia Militar da cidade para comentar o assunto, mas não encontramos.

 

SAIBA MAIS SOBRE O ASSUNTO.

 

Fonte/Foto: Caetano Silva

Relato dos fatos: Maria Bezerra da Silva (vizinha da vítima)

Edição: Assunc@oLivre.                

 

 

 

  

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