GARAOTA DE 17 ANOS MORRE POR FALTA DE APARELHO DE INALAÇÃO EM ASSUNÇÃO DO PIAUÍ.

 

Laurinda Torquato de Sousa, 17 anos, estudante da Unidade Escolar Antonio Vieira de Araújo, filha da agricultora Antonia Torquato de Sousa, residente na Comunidade Olho Dágua, Zona Rural de Assunção do Piauí, faleceu na tarde desta segunda-feira (15/04), por motivo de parada cardíaca ocasionada por doença respiratória.

Segundo as agricultoras Aldenora Torquato de Sousa e Maria do Desterro de Sousa, tias da mesma, a garota passou mal por volta das 8 horas da manhã, do mesmo dia, em sua residência e foi levada para a Unidade de Saúde de Assunção do Piauí e ao chegar ao local tiveram que esperar o médico que só chegaria para atender no turno vespertino e, segundo as tias que acompanharam o procedimento, o atendimento a garota foi feito por volta das 3 da tarde, onde na ocasião, o médico receitou um remédio para ser administrado através de inalação, porém quando a paciente foi levada ao setor onde fica o “aparelho de inalação” este não funcionou por estar danificado e não havia outro no local.

Com permissão do médico, apesar da paciente mostrar muita palidez e lábios amarelados, às tias levou a paciente de volta para casa e, no meio da viagem a mesma passou mal e foi retornada para o médico, quando neste percurso da viagem, antes de chegar a Unidade de Saúde a mesma sofreu uma parada cardíaca e teve morte instantânea.

Nossa redação tentou entrar em contato com o médico Dr. Fábio, responsável pelo atendimento a paciente, pra falar sobre o assunto, mas não conseguiu segundo a Técnica de Enfermagem Maria Do Carmo Sousa Silva, o equipamento de inalação não funciona no horário depois das 3 da tarde, por conta da baixa tensão de energia no estabelecimento e , isso faz tempo que vem acontecendo e falou mais: “na parte da manhã eu quis encaminhar a paciente para o Hospital José furtado de Mendonça em São Miguel do Tapuio, mas a própria paciente alegava ter condições de aguardar a chegada do médico e na ficha dela já havia registro de doenças respiratórias”, disse Maria do Carmo.

O grupo de jovens do PROJOVEM do município foi ao velório da estudante e, com muita comoção, prestaram homenagem de despedida, pois a mesma fazia parte do grupo. De outubro de 2012 para cá este é o terceiro caso que acontece naquele estabelecimento de saúde pública, no mês passado, um jovem da Comunidade Lajeiro Branco, por falta de procedimento médico adequado, faleceu horas depois de ser atendido pelo médico, e todos os casos são filhos de famílias pobres agricultoras. Situações que nos levam a perguntar: até quando nossos jovens e adolescentes vão “morrer a míngua”?   

Foto: Foto cedida pela família.

Fonte: Redação.

  

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