FUMAÇA VULCÂNICA EM ASSUNÇÃO DO PIAUÍ NÃO É DE AGORA

Manoel Francisco de Sousa (Mané Dunda), de 74 anos, residente em Cacimba da Pedra, Zona Rural de Assunção do Piauí/PI, contou para nós ontem (17/11) que a fumaça da caverna do purgatório não é uma coisa de agora, segundo ele no ano de 1948, com 10 anos de idade, foi passar uns dias com um Senhor de idade de nome Gabriel que habitava uma outra caverna poucos metros a direita da caverna da fumaça e, certo dia por volta das 18:00h com o dia já escurecendo saiu uma enorme labareda de fogo da caverna da fumaça e se ramificava no pé do morro em direção ao local que eles estavam, ao se assustar com o fogo fez várias perguntas ao velho Gabriel que somente pediu que ele não temesse e que a coisa logo acabaria, “era um fogo tão enorme que parecia estar acompanhado de um jato de gás butano”, disse Mané Dunda.

A Caverna da Fumaça está localizada em uma região que antigamente, sua terra nos baixões ao arredor continha muita fertilidade, coisa que chamava a atenção dos pequenos agricultores a fazer os roçados ali perto, principalmente para o cultivo de feijão, milho e mandioca, com isto e, por não terem casas de abrigo os mesmo se acampavam durante muitos dias nas cavernas enquanto duravam os trabalhos da roça, porém há vários relatos que na Caverna da Fumaça só se podia se arranchar no período diurno, tendo em vista que a noite apareciam às chamadas “assombrações”.

Quatro anos depois, isso com 14 anos de idade, Mané Dunda, passava no caminho próximo a caverna da fumaça, tangendo um Jumento com uma carga de água vindo do olho-d’água de Brejinho em direção a Serra da Arara e, ao passar olhando para a Caverna da Fumaça observou a labareda de fogo queimando novamente, “a labareda de fogo formava uns ramos parecida com uma enorme palha de coco” disse Mané Dunda.

Outra coisa importante também nos contou Mané Dunda, que naquela época já dizia o velho Gabriel, que as gravuras existentes até hoje em uma placa de pedra no interior da Caverna da Fumaça foram feitas pelos primitivos (os caboclos) e, que o local é de grandes mistérios.

Mané Dunda trabalhou durante muitos anos como chefe de garimpo na região norte do Brasil e foi também Garimpeiro, ao visitar a Caverna da Fumaça e ao tocar o óleo deixado na caverna pelo vapor de fumaça o mesmo não descarta a possibilidade de existir uma grande mina de petróleo ou ferro naquele local, ...o cheiro é muito forte, disse ele.   

Fonte/Foto: José C. da Silva

 

 

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