Família e Tradição

             

                BREJINHO, este e o nome de um povoado localizado no Município de Assunção do Piauí, Estado do Piauí a 300 km de Teresina. Por volta dos anos 1900, os irmãos João Pinheiro de Sousa e Pedro Pinheiro de Sousa, imigraram do Estado do Ceará, para definitivamente, habitarem nesta região, instalando – se propriamente na localidade hoje chamada de Pau Ferro. Meses depois souberam que ao leste havia um terreno embrejado e fértil para o cultivo da agricultura, souberam também que o proprietário morava no Estado do Ceará e ao mesmo tempo estava precisando de pessoas para trabalhar como arrendadores, seguindo a informação os irmãos João e Pedro fechou negócio e tomaram posse na administração da terra (Brejinho), e assim, construíram suas residências ao leste da comunidade, na nascente do riacho. Casado, Pedro teve cinco filhos, sendo eles: Antônio, Manoel, Crispino, Francisco e Maria. João casou – se com Josefa Maria dos Prazeres, e tiveram os filhos: Miguel, Acelina, Maria Barbosa, Nelvina e Francisco, por conseqüência da vida faleceu a Senhora Josefa Maria dos Prazeres durante o parto de sua filha Maria Barbosa. Em seguida, João casou – se novamente com a Senhora Domentila Ogenio da Paz, deste casamento nasceram os filhos: Raimundo, Madalena, Isabel, Maria Pinheiro, Ana e Maria Baleia somando o total de onze, os filho de João.

                Depois de encarar a vida com suor e sacrifício, cavando a terra e movendo pedras, João Pinheiro deu – se por realizado e morreu na década de 1930, seu irmão Pedro morreu dez anos mais tarde.

                A TERRA que João Pinheiro, simplesmente desejava para trabalhar e tirar o sustento da família virou uma paixão de seus descendentes. Trinta anos depois de casados, Acelina e Vicente, juntamente com os filhos compraram a terra de seu patrão, terra esta que era uma fonte de vida e esperança para todos. Como era de costume a terra continuou sendo almejada para o plantio de cana de açúcar, que na época só era usada na comunidade para a fabricação de rapadura e mel. Para extrair o liquido da cana os filhos de Vicente construíram um engenho de madeira movido por bois e que foi substituído no ano de 1988 por um engenho de ferro movido por um motor a diesel. Longe do canavial se cultivava o feijão, mandioca e milho. Na mesma terra também se plantou algodão para uso domestico na tecelagem de redes e outros fins, seu cultivo se estende até o ano de 1970, quando sua cultura foi dizimada pela “praga do bicudo”. Plantou-se também mamona, caju e o fumo que era vendido por arrobas (15Kg.) cada arroba era um rolo que media 15 metros, seu cultivo foi além de 1980.               

                Seu PATRIMÔNIO, além da terra, a comunidade construiu no ano de 1982 um prédio para o funcionamento de uma escola. Projeto foi realizado por meio de um bolsão (parceria com o governo). Em 1987 foi construído um poço artesiano, com recursos da prefeitura de São Miguel do Tapuio, na mesma época também construíram uma creche. 

                A CULTURA, em meio aos temporais da vida, a Comunidade de Brejinho, não esqueceu de adotar uma cultura, que desde o principio é vivida através do reisado, novena de Maria (mês de maio), dança de São Gonçalo e forró junto com o ritmo da valsa.

Fonte: José Caetano da Silva

 

 

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