DA POEIRA AO CONFORTO, FAMÍLIAS DA COMUNIDADE QUILOMBOLA SÍTIO VELHO RECEBEM “O MINHA CASA MINHA VIDA”.

 

Felicidade é um nome muito pequeno para o tamanho do sorriso de Maria Marlene de Lima Serafim (45 anos), mãe de 9 filhos e companheira de Francisco Valentino Rosa (50 anos), filha da Comunidade Quilombola Sítio Velho, 21 km ao leste da sede de Assunção do Piauí, a mesma já morou em caverna quando criança, em casa de taipa coberta de palha, casinha de adobe coberta de telha e agora é uma das beneficiárias do Programa Nacional de Habitação “Minha Casa Minha Vida” do governo federal e diz estar muito feliz ao fazer uma amostra do interior da casa para a nossa equipe do “Assunção Livre”, “meu coração ta que é uma felicidade só, ...ave Maria rapaz! esta casa é boa demais, mas eu estou cozinhando ainda na velha casinha que pra mim não sujar a telha da casa nova”, disse Marlene, com um olhar de muito conforte e segurança. Marlene disse ainda, que recebe o valor de R$ 594,00 da Bolsa Família e Bolsa Estiagem e que o dinheiro serve para comprar comida, pagar a luz, comprar roupa e calçados para todos da casa.  

Marlene é uma das beneficiárias de um lote de 50 casas que estão em fase de construção neste momento pelo Programa Nacional de Habitação Rural – PNHR, desse lote 21 casas estão entregues até ontem (04/05), a obra vai ficando pronta e a família já entra logo na casa para morar. José Francisco do Nascimento (39 anos), conhecido como “Tatu”, é o atual vice-presidente da Associação de Moradores de Sítio Velho e é quem coordena os trabalhos do projeto na comunidade, ele nos contou que até final de junho deste finaliza a entrega total do projeto e será iniciada a busca por outro lote junto a Caixa Econômica Federal. Perguntamos ao vice-presidente qual é a outra prioridade da comunidade em termos de infra-estrutura e ele: “...um sistema de abastecimento de água que funcione para todos, pois o sistema implantado aqui pela FUNASA só atente uma parte da comunidade e agora com a construção das casas que vem com sistema sanitário embutido a água já está fazendo falta”, disse Tatu, acrescentando ainda, que o sistema de água construído pela FUNASA não atende a todos em virtude do baixo índice de água no lençol do local onde o poço foi perfurando, dentre outros problemas geológicos e, que a família dele e todas às outras, tradicionalmente, bebem água do olho d’água existente há 1 km a leste sul da comunidade (patrimônio natural do quilombo), transportado em latas na cabeça, como de costume.

Segundo a Agente Comunitária de Saúde da comunidade Maria da Cruz Neta, atualmente é reconhecida 122 famílias na comunidade, 116 crianças estudam até o 5° ano do ensino fundamental na escola municipal da comunidade, do 6° ao 9° do ensino fundamental são (+/-) 60 estudantes e 30 estudam o ensino médio, sendo que as duas ultimas turmas estudam na zona urbana da cidade. Maria da Cruz nos informou ainda, que a comunidade possui uma família de 3 pessoas excluída dos programas sociais do governo federal e que para sobreviver precisa da ajuda dos demais da comunidade ou da cesta básica fornecida pelo Serviço Social do Governo Federal e que, o motivo da família estar exclusa é problema de gerência no cadastro único por parte do sistema. Durante a visita estivemos na casa do Vereador Antonio Cosmo de Sousa (PMDB), conhecido como Totonho, no sentido de cumprimentá-lo e falarmos sobre o sistema de abastecimento de água da comunidade, mas o mesmo não se encontrava no momento. Fomos recebidos também, pelo Presidente da Associação Sr. Antonio Ivonete da Cruz (28 anos), que disse estar muito feliz com as melhorias que estão ocorrendo na comunidade.

 (O antes e depois da casa de Maria Marlene)

  (Nossa conversa com Tatu e Maria da Cruz)

 (Tatu mostra como ficou esta rua de casas em Sítio velho)

Fonte/Foto: Redação.              

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