CPRM APRESENTA RELATÓRIO DA “CAVERNA DA FUMAÇA” COM POUCA DEFINIÇÃO, MAS COM RECONHECIMENTO DE PATRIMÔNIO NATURAL A SER PRESERVADO.

 

A pedido do STTR de Assunção do Piauí, o Serviço de Geologia do Brasil – CPRM, órgão ligado ao Ministério de Minas e Energia do Governo Brasileiro, enviou em dezembro de 2012, os técnicos José Sidney Barros e Joaquim das Virgens Neto ao local da “Caverna da Fumaça” para vistoria e coleta de materiais da caverna, trabalho realizado em 2 dias e acompanhado por pessoas da comunidade local e do próprio STTR. 

Durante o trabalho da equipe foram coletados gases, líquido oleoso do teto da caverna, solo do interior da caverna, pedaços de rochas e outros. Segundo nos informou Sidney Barros só foi possível realizar o exame do gás e, isso só aconteceu por que foi encaminhado para laboratórios da Embrapa e Universidade do Rio Grande do Norte, tendo em vista que a CPRM do Piauí não dispõe de tecnologia para exames desta precisão e, sendo que das amostras de gás examinadas a Embrapa só focalizou a identificação de “gás metano” não se aprofundou mais na identificação de outros químicos, já a Universidade do Rio Grande do Norte fez a identificação de “gás metano” e “gases de enxofre”, porém nenhuma das instituições qualificou e quantificou a natureza e origem dos gases, exceto a certeza de que eles saem da caverna.

 

Segundo o Geólogo às pequenas amostras examinadas descartam qualquer possibilidade de existência de vulcão ou coisas parecidas no local, como temia às comunidades vizinhas e, que ao mesmo tempo o subterrâneo da caverna apresenta a existência de material orgânico que uma vez aquecido pela mudança climática da região entra em decomposição e fazendo contato com outros vegetais produzem a fumaça. Uma amostra do gás coletado foi enviada para a Embrapa Agrobiologia de Seropédica - PR onde só foi possível analisar a concentração de metano. A concentração que encontramos na amostra foi de 6,9 +- 0,1 ppm CH4 (umol/mol). Em geral, a atmosfera tem uma concentração média próxima de 1,6 a 1,7 ppm. O metano é produzido com a queima ou durante decomposição anaeróbica de resíduos orgânicos.

 

Não é competência da CPRM emitir parecer sobre reconhecimento de “patrimônio natural”, más neste caso e, por se tratar de um órgão federal, aproveitou o relatório para definir a “Caverna da Fumaça” como patrimônio natural e área federal a ser preservada por todos, conforme embasamento na legislação federal.Para o Presidente do STTR José Caetano da Silva, o relatório da CPRM é importante e respeitável, porém não contenta as expectativas e curiosidades sobre o local, uma vez que o próprio relatório certifica que o fenômeno visto por muitas pessoas era algo realmente natural, e que não foi concluso o exame de todos os materiais, “a partir da pesquisa iniciada pela CPRM vamos buscar outras entidades afins para exploração de pesquisas no local, tendo como objetivo dar continuidade ao histórico da caverna, mas sempre é claro, obedecendo ao eixo de preservação ambiental e a segurança do indivíduo”, declarou Caetano, que disse ainda, estar muito feliz pela parte do reconhecimento da “caverna da fumaça” e que vai preparar a comunidade para a recepção dos visitantes e pesquisadores.   

  VEJA RELATÓRIO DA CPRM

 

Fonte: Redação. 

Foto: Caetano Silva / Joaquim das Virgens Neto

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