ASSUNÇÃO DO PIAUÍ - VACA VAI GANHAR FILHOTE E NÃO TEM O QUE COMER.

 

Depois de andar 8 km² e não encontrar nenhuma folha verde no semiárido de Assunção do Piauí a vaca “Mancinha” não ver outra alternativa a não ser comer o xique-xique sapecado, em pleno mês de dezembro de 2012. Situação grave que enfrenta centenas de agricultores do município, que já passa dos 20 meses sem chuva regular na região, agora quem está sofrendo mais são os animais, que além de faltar o pasto tem também a falta de água em algumas regiões. “Mancinha” está prestes a ganhar um filhote e se emociona muito ao ver às colegas malhadas por causa da fome a espera da morte, num cenário que se, não for sua dona comprar muita ração “Mancinha” poderá passar por muitos apertos.

Assunção do Piauí faz fronteira com o Estado do Ceará, que, durante esta seca, apresenta mais prejuízos no rebanho de bovinos do que o Piauí, no vai e vem de pessoas e rebanhos do Ceará para o Piauí, a gente escuta vários relatos de situações gritantes por causa da seca, um deles é que outro dia um criador da região de Quiterianópolis/CE veio a suicidar-se depois de ver sua vaca mais querida morrer de fome. Basta viajar na estrada que liga Assunção do Piauí a Quiterianópoles e a cada quilometro uma ou duas carcaças de bovino sendo devorada pelos urubus.

A criação de bovino no Nordeste é uma cultura trazida na época da colonização, no sentido de marcar território dos coronéis, bem como domesticar os bois para puxar carroagens e mover os engenhos de cana-de-açúcar, sabendo-se os políticos e habitantes locais que o sertão nordestino não é um local de clima adequado para a criação de grandes rebanhos de bovinos, prática que tem trazido grandes prejuízos econômicos aos estados so semiárido.

A sociedade civil organizada, no que competem as Igrejas, Associações, Movimento Sindical e ASA Brasil, tem orientado muito os habitantes do semiárido brasileiro, no sentido de buscarem alternativas de aprender a conviver com seca, a partir do ano de 1998 a sociedade se despertou para uma nova política de enfrentamento dos problemas no nordeste, seu primeiro desafio foi mostrar para a nação política que “não se acaba com seca” e sim tem que aprender a conviver com ela, de lá para cá esta idéia tem se multiplicado bastante e, a partir de tecnologias como cisternas de placas, barragens subterrâneas e tanques de pedras construídas pela Asa Brasil tem melhorado e muito a vida do homem nordestino.  

Fonte/Foto: José C. da Silva 

Crie um site com

  • Totalmente GRÁTIS
  • Centenas de templates
  • Todo em português

Este site foi criado com Webnode. Crie um grátis para você também!